Dubai International Parachuting Championship and Gulf Cup 2010

Por Maurício Galante
 
Competição termina com protesto e coloca Marat em primeiro lugar
 
Terminou em 15 de janeiro a Dubai International Parachuting Championship and Gulf Cup 2010 e nosso querido Marat Leiras trouxe para o Brasil a medalha de ouro do evento, além de levar o ouro na velocidade e bronze em distância.
 
Durante todos os dias de competição nosso atleta demonstrou altíssimo nível, fazendo 100 pontos em quatro das nove rodadas e no final ficou apenas 9 pontos dos 900 em jogo para sagrar-se campeão.
 
Edson Pacheco, que competiu pelo Qatar, teve boa participação terminando em 20º lugar entre 38 atletas; Manoel Neto não teve muita sorte e colidiu com o percurso na primeira rodada, necessitando de cuidados médicos e impedindo seu retorno a competição. Apesar do susto, Neto não sofreu graves ferimentos e passa bem.
 
Cerimônia de premiação - Protesto
 
Entre a rodada final de distância e a cerimônia de premiação, as delegações
da Áustria, do Canadá e o atleta Nicky Batsh dos EUA apresentaram um
protesto junto ao comitê organizador por serem prejudicados com a não
observação do item 3.3 do evento que permite a representação de cada Pais
com 5 atletas no máximo.
 
A Associação Americana de Paraquedismo (USPA) estabeleceu critérios para
escolher seus cinco atletas; porém, três outros atletas que ficaram fora da
seletiva, inclusive Jonatham Tagle, campeão geral do evento, contataram o
comitê organizador diretamente e obtiveram permissão verbal para
participar como avulsos, já que é sabido que nem todos os países completam
sua delegação com o número máximo de atletas. As delegações representantes dos países foram confirmadas pela FAI, porém não houve autorização para estes atletas avulsos representarem suas nações.
 
O comitê organizador e a FAI decidiram então acatar o protesto movido por
Áustria e Canadá, declarando MARAT LEIRAS CAMPEAO GERAL do evento, COLOCANDO O BRASIL NO MAIS ALTO DEGRAU EM UM EVENTO INTERNACIONAL DE PARAQUEDISMO.
 
Houve discordância entre os próprios americanos e nossa delegação foi
assediada por estes atletas avulsos com o argumento de campeão moral e até
insinuações de retaliações em próximas participações nos eventos mundiais.
 
Nossa posição foi deixar claro que o protesto foi movido por Áustria e
Canadá. Em segundo lugar deixaremos claro em quaisquer argumentos futuros,
que nenhum dos atletas, avulso ou não avulso, engrossou nosso pleito junto
aos juízes antes da rodada final para que os cinco finalistas com chance de
ganhar o título geral fossem colocados na mesma decolagem afim de competirem em condições de ventos semelhantes para ninguém ser favorecido ou prejudicado em suas marcas.
 
Mesmo em face da previsão de ventos fortes, nosso pleito foi negado com o
argumento de “faça o seu melhor”, e os atletas foram espalhados ao longo das
decolagens. O que se viu foram casos de “supermarcas” de 130 metros com
vento a favor, inclusive do campeão geral do evento e outros swoops
perfeitos dos atletas do Brasil, Canadá, e Áustria que não passaram da marca
de 110 metros devido aos ventos de ate 10 milhas contrários.
 
Tapetão ou não, acreditamos que a justiça, mesmo que tardia, foi feita ao
nosso Marat. Já estava mais que na hora de nosso atleta ser beneficiado com
as regras, já que vínhamos sofrendo com estas “injustiças” do acaso ou
coincidentemente éramos sempre os primeiros a saltar em condições tão
adversas, até com risco da segurança, tomando um zero logo no inicio do
evento, para então ser declarado o cancelamento do dia. Quando isso ocorreu,
o time americano, assistiu tudo de camarote e nunca foi pedir o “rejump” do
nosso atleta, vindo a saltar no dia seguinte com condições ideais e já abrir
sua participação com 100 pontos. Onde esta o “Fair Play” dos que agora
reclamam de campeão Moral? (vide matéria sobre a copa do mundo da FAI na
África do Sul em dezembro de 2009 na Airpress)
 
Nosso pleito vai continuar o mesmo em todas as próximas competições: de se
agrupar os atletas favoritos ao titulo sempre na mesma decolagem, garantindo
assim um espetáculo mais bonito, condições adversas ou ideais a todos e
“Fair Play” dentro e fora das ponds de swoop.
 
Agradecemos a todos os amigos o apoio e despedimo-nos felizes por abrirmos o calendário Internacional de 2010 com este expressivo resultado para o Paraquedismo Nacional.
 
Comemore Brasil, comemorem amigos paraquedistas que este título também é
seu!!!
 
No tapetão ou não o Marat é campeão.
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