Brasileiro de pilotagem

Despontando como um grande atleta na pilotagem de velames, o atleta Kalay Marques, que colaborou escrevendo este artigo, conquista o brasileiro e pavimentou sua ida ao mundial da Russia
 
Por Kalay Marques
 
A jornada teve início no dia 24 de julho, quando a estrutura estava toda pronta e todos os atletas se deslocaram até Paranaguá, cidade litorânea do Estado do Paraná. Mas não foi possível saltar dessa vez, pois o tempo não ajudou nem um pouco e assim permaneceu durante todo o fim de semana. A organização, dessa forma, decidiu transferir o evento para 15 dias depois, dias 31 e 1º de agosto.
 
Dias antes, a previsão do tempo já dava sinais positivos. Porém, na sexta-feira, dia oficial para os treinamentos, as nuvens estavam a 2.300 pés, o que nos obrigou a saltar acima da camada e nos preparar para o pouso – recolher slider, bolsa e pilotinho e abrir o sistema de tirantes de peito e perna – dentro dela. Tudo correu bem, mas longe do ideal para uma competição como essa.
O grande dia chegou e, ao deixarmos o hotel, pouco antes das 8h de sábado, o tempo estava novamente fechado. Mas eu confesso que estava confiante, pois havia “convidado” São Pedro para o evento. Inacreditavelmente as nuvens se afastaram e às 10h estava completamente aberto, um verdadeiro céu de brigadeiro, que permaneceu o dia todo.
 
O pond foi construído especialmente para o campeonato e teve as medidas de 15 m de largura por 70 m de comprimento – muito agradável e seguro para os atletas – e com muita área livre ao redor. O aeroporto é cercado por um parque com pista de corrida, skate, motocross e área de lazer para a população.
 
Conforme comunicado na reunião preparatória, faríamos duas rodadas de distância, duas de precisão, duas de velocidade e, posteriormente, mais uma rodada de cada.
 
Obs.: Isso é feito também em campeonatos mundiais, a fim de garantir condições meteorológicas diferentes em todas as provas e não favorecer nenhum atleta (por exemplo, numa prova de distância, um vento de cauda favorece os atletas mais pesados e que voam com asas maiores, que, por consequência, alcançam melhores marcas, nessas condições).
 
Assim, iniciamos a competição com a prova de distância na categoria PRO, decolando às 9h45. As marcas foram bem fortes durante todo o evento, assim como nessa primeira rodada, em que conquistei a primeira pontuação máxima (100 pontos), seguido por Chico Louco, com 90.70 pontos, e Pelayo, com 83.92 pontos.
 
Na Inter, mais sete atletas disputavam a primeira rodada de distância: Maiko Miaki, o “Japa”, tirou seu primeiro 100 pontos, seguido por Fabinho Pecos, com 73.95 pontos, e Flávio Almeida, com 66.38.
 
Feita a segunda rodada de distância, partimos para a prova de precisão e terminamos da seguinte forma: Ronaldinho, com 185.19 pontos, Marcelo Ricci, 180.25 pontos, e eu, Kalay Marques, com 171.60.
 
Um circuito em curva foi montado para a prova de velocidade e no sentido inverso de precisão e distância. Com um vento de cauda de força moderada, as marcas foram mais do que expressivas: na primeira rodada, fiz todo o circuito de 70 metros em 2.2 segundos, ficando com 100 pontos; o Ricci fez a incrível marca de 2.5 segundos, recebendo 88 pontos; e o Pelayo não deixou barato e fez 2.9 segundos, recebendo 75 pontos. Médias muito fortes e nunca antes vistas em um Brasileiro de Swoop. Certeza de que o nível dos atletas brasileiros está significativamente mais alto.
Isso sem falar da Categoria INTER, que vinha com força total paralelamente ao time da PRO. Com saltos bonitos e seguros, foi fácil reconhecer o atleta revelação do evento: Flávio Almeida, com seu Katana 170 e “humildes” quase 120 kg.
 
Ainda no sábado, aproveitando o tempo bom, concluímos o dia com sete rodadas da PRO e seis da INTER.
 
Confira o resultado final na edição 176!
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